sexta-feira, 24 de julho de 2015

Review: Between

Between é uma série de ficção científica/suspense que se passa na pequena cidade Pretty Lake que luta contra uma doença misteriosa que já matou todos com idade superior a 22 anos de idade. Além disso, uma luta pelo poder tem início quando o governo decide colocar uma área de 16km de diâmetro em quarentena.

Esse ano tem sido de apostas nas séries do Netflix, logo após o sucesso de Demolidor surgiu essa série chamada Between que é exibida no canal City e tem a produção associada do Netflix, criada por Michael McGowan, a série traz Jennette McCurdy (iCarly) como a atriz de maior nome de peso. A proposta inicial da série baseada em sua sinopse, é algo bem semelhante a Under The Dome e com esse tema de doença misteriosa dá pra ver que é um pote cheio de suspense e drama.

O seu primeiro episódio foi algo que ao mesmo tempo que chama atenção e te deixa intrigado (por conta da história), ele consegue te deixar frustrado pelas atuações praticamente amadoras que podem ser comparadas ao de um filme gaúcho de tão fraca e nada convincente que são, por exemplo: sua mãe está morrendo na sua frente e você só diz um misero: "- Mãe"; e o pior de tudo é o ator ficar encarando sua mãe morrer com uma cara de sério, sem fazer nada. Infelizmente (ou felizmente) as atuações dos adultos são compensadas pela das crianças que atuarão muito bem e de forma convincente. Acredito que grande culpado dessa má compreensão da cena, também seja dos dubladores que ao estar traduzindo não transmitiam a emoção.

Enfim, o desenrolar da série é muito boa, o mistério da doença sempre permanecia ali presente, mas o que conseguia captar muito bem a série era as atitudes dos adolescentes e crianças tendo que se virarem sozinhos, após perderem os seus pais. E isso é bem retratado por Chuck (Justin Kelly) que ao perder seu pai que mandava na cidade se vê na obrigação de continuar mandando na cidade e manter a ordem, o que ele não consegue de maneira eficiente, ocorrendo roubos, mortes e até crianças bebendo bebidas alcoólicas.

Os episódios finais tiveram grandes focos em Wiley (Jennette McCurdy) que após ter um filho com homem desconhecido que também morreu com o vírus, fez o papel de adolescente instável que rejeita o próprio filho, não sei se fui o único, mas seu personagem não foi muito bom, acabou virando chato e previsível, mas nos episódios finais ela começou a se consertar e ficou mais aceitável, interagindo de uma forma melhor com a história.

O final da série respondeu todas as perguntas e mistérios (muitos até meio clichês,mas que não faz mal), não foi um dos melhores finais, mas teve seu crédito, mas em sua última cena revelou que tinha uma ponta solta para uma próxima temporada: "Se a doença é um vírus, e todos estão infectados, o que acontece com eles?!" A resposta é como foi mostrada com uma personagem que ao completar 22 anos, não aguentou muito tempo e também faleceu; mas o "personagem principal" Adam (Jesse Carere) que foi o responsável de resolver o mistério da doença, deu a ideia de todos as pessoas que sobreviveram à doença fugirem da quarentena por um caminho que só ele sabe, o que provavelmente irá acarretar em espalhar a doença para o mundo; mas isso, só a segunda temporada irá responder.