quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Censura nas Hq...

capa variante da vindoura série solo da Mulher-Aranha, da dupla Dennis Hopeless e Greg Land, desenhada pelo lendário artista italiano Milo Manara, levantou uma discussão a respeito de como retratar personagens femininas nos quadrinhos.

Toda a polêmica foi em torno da pose sexualizada da heroína, e de seu uniforme ter o aspecto de pintura corporal, o que reforçou um dos maiores “sofrimentos” da heroínas dos quadrinhos: seus guarda-roupas.

Na ocasião, o editor-chefe da Marvel, Axel Alonso, pediu publicamente desculpa pela “mensagem confusa” transmitida pela capa.  “Queremos que todos,  a maior parcela possível de leitores,  sinta-se  bem-vindo para ler Spider-Woman, alonso ao site Comic Book Resources. 


Entre os campeões do departamento de reclamações da Marvel está Frank Cho, responsável por ilustrações censuradas de ShannaMary Jane Watson e Feiticeira Escarlate. O artista é um especialista em retratar heroínas e abusa da sensualidade em suas obras.

Em Ultimate 3 - A capa mostrava Feiticeira Escarlate (Wanda) em momento Druuna tomando um pegão do Wolverine... mas foi boicotada a "nudez" da Feiticeira Escarlate colocando um lençol em volta dos personagens.

Longe das maiores editoras americanas, Alan Moore e Melinda Gebbie sofreram duras críticas após o lançamento de 



Lost girls, em que personagens clássicos da Literatura Infantil foram retratados em cenas eróticas. O casal defendeu o uso das cenas como forma de humanizar os personagens, colocando-os em situações que todos vivemos.

A capa variante de Batgirl #41, feita pelo brasileiro Rafael Albuquerque. Nela, temos o Coringa apontando para a personagem de forma ameaçadora enquanto segura uma arma. Além disso, a heroína está chorando assustada. A capa faz parte de uma série comemorativa com o vilão, que completa 75 anos em 2015 e para quem conhece o histórico entre os personagens a capa remete à clássica história "A Piada Mortal", de Alan Moore e Brian Bolland.


Na graphic novel em questão, o Coringa aleija Barbara Gordon dando um tiro em sua espinha, fato que mudou a vida da personagem para sempre e é considerado umclássico na história das HQs.Assim que a capa foi divulgada na internet, a recepção foi imediata: a comunidade do Tumblr e Twitter (público-alvo da revista) começou uma campanha utilizando a hashtag #ChangeTheCover, pedindo para a DC Comics alterar a arte, considerada ofensiva e com apologia ao estupro.


Logo em seguida, surgiu outra hashtag, a #SaveTheCover, com fãs defendendo o desenho batendo na tecla da liberdade e na questão da homenagem. Um longo debate aconteceu nas redes sociais, com cada lado defendendo seus pontos de vistas, até que o artista brasileiro solicitou para a editora não publicar a capa.

Sensura 

A história virou manchete global e a discussão continuou rolando nas redes sociais. Mas afinal, não publicar a capa foi justo ou injusto?