terça-feira, 29 de setembro de 2015

Netflix aposta em séries originais



Netflix anunciou em relatório para investidores, que conquistou 3.3 milhões de novos assinantes em seu serviço de streaming durante o segundo trimestre de 2015. Representa quase o dobro em relação ao mesmo período no ano passado.

Desse total de novos assinantes, 2.4 milhões são dos EUA, totalizando 42 milhões de membros no país. Continuamos sem números específicos do Brasil – não revelados pela empresa – mas sabemos que a Netflix acumula 23 milhões de assinantes em outros países.

O serviço deve expandir para Japão, Espanha, Itália e Portugal ainda este ano, chegando na China em 2016. A previsão é de que até o fim de 2015 o total de assinantes chegue a 69.1 milhões em todo o mundo. Detalhe: 5.3 milhões de membros ainda recebem filmes em DVD via correio.

Quanto a receita, a estratégia continua sendo aumentar a base em detrimento do lucro. Apesar do crescimento de arrecadação – US$ 1.48 bilhão de dólares no último trimestre – a Netflix ainda opera no vermelho. As ações, por outro lado, cresceram mais de 100% no ano.



Outros dados do relatório apontam a importância das produções originais do serviço. 90% dos assinantes já assistiram alguma série ou documentário exclusivo da Netflix. Para 2016, o plano é investir 5 bilhões de dólares em conteúdo proprietário, mais US$ 1 bilhão em marketing.

A Netflix pode superar a audiência de grandes redes de televisão nos Estados Unidos até o final do próximo ano, de acordo com um analista da FBR Capital Markets. Ele indica que a empresa de streaming vem ampliando sua audiência a uma taxa de 40% ao ano e, somente no primeiro trimestre de 2015, seus assinantes consumiram mais de 10 bilhões de horas em vídeo.

Se a Netflix fosse avaliada pela Nielsen, empresa que faz pesquisas de público e audiência nos EUA, já estaria no mesmo patamar das redes de televisão ABC e NBC, podendo ultrapassar a CBS e a Fox no próximo ano. Atualmente, a Netflix possui mais de 62 milhões de assinaturas em todo o mundo.

Uma pesquisa realizada pela FBR e ClearVoice Research em abril indicou que a empresa pode ganhar 174 milhões de assinantes até 2020 e que 57% dos entrevistados prefere pagar pelo serviço de streaming do que por canais de televisão. Barton Crockett, analista da FBR, em entrevista ao The Street, disse que o preço pode ser determinante na escolha do consumidor. Enquanto a assinatura da televisão custa em média US$ 80 por mês, o Netflix sai por US$ 8 mensais.



Uma análise global dos dados de usuários conseguiu mostrar quais os episódios do começo de cada série foram os que “fisgaram” os assinantes. Isso é, qual episódio da primeira temporada foi responsável por fazer boa parte deles assistir todo o resto da temporada em uma tacada só.