sábado, 24 de outubro de 2015

Resenha de Jogos: Life is Strange

O jogo Life is Strange desenvolvido pela Dontnod Entertainment e publicado pela Square Enix; foi um dos jogos que pegou o "bonde" dos jogos divididos em capítulos e que suas escolhas podem ir mudando diálogos e o enredo do jogo (afinal, mudar o jogo todo ainda tem sido algo difícil pras indústrias de jogo); e foi uma verdadeira aposta da Square Enix nessa plataforma.

OBS: O texto abaixo pode conter "spoilers" para as pessoas que não jogaram ou completaram o jogo.

Teve seu primeiro episódio lançado 30 de Janeiro de 2015, para PC, PS3, Xbox 360, PS4 e Xbox One. Chegando como uma surpresa; para muitos, o jogo não chamava nenhuma atenção no seu 1º episódio, e dava uma impressão simplista e monótono,  mas na minha opinião, o 1º, foi o episódio essencial dos 5, afinal, foi nele em que fomos apresentados aos personagens e nos primeiros 30 minutos, foi possível conhecer a personalidade e história da maioria deles; e certeza que o fato de ter conhecido cada a personagem a fundo, através de conversas e "boatos", acabou por influenciar na maioria das decisões do jogo.

O ponto forte do jogo foi o mecanismo de controle do tempo (ir ao passado e futuro) que conseguiu ser muito bem aproveitado a cada episódio que passava, mas o que na verdade foi muito bem aproveitado o jogo inteiro, foram os diálogos; você tem que se manter ligado a cada frase que é dita, pois, tanto no futuro como no passado, você pode precisar se lembrar do que foi dito e usar isso a seu favor, afinal, o jogo nada mais é do um Efeito Borboleta e as ações de Max, com certeza trarão grandes consequências, sejam boas ou ruins.

Acredito que o que poderia ter sido melhor aproveitado a habilidade de Max como fotografa, e isso só foi aproveitado como forma de liberar "conquistas" no jogo. Outra coisa que me desapontou (mas não totalmente), foi o final do jogo, nas opções de "Sacrificar Chloe" ou "Sacrificar Arcadia Bay", se você escolhe Sacrificar a cidade, o final chega a ser meio "desleixado" por parte das personagens (Chloe e Max), que simplesmente vão embora da cidade sem se importar se algum parente ou amigo sobreviveu. Em compensação, o final de ter Sacrificado a Chloe, ficou perfeitamente emotivo (para os players que jogaram da forma correta e se envolveram com os personagens) e a Trilha Sonora indie cooperou bastante para isso, assim como fez em todo decorrer do jogo; fazendo um acompanhamento perfeito com as cenas e deixando o momento mais "único" para o player.

O jogo é excelente, e muito acima do esperado para muitos; seus últimos episódios (4 e 5) foram perfeitos e que deixaria qualquer filme de suspense e drama ganhador de Oscar no chinelo, graças ao seu enredo que foi bem trabalhado do início ao fim. Infelizmente, não sei se é capaz entra forte na disputa como um dos melhores games do ano, mas acredito que da mesma forma que The Walking Dead da Telltale Games mereceu ganhar, Life is Strange vale a pena, ao menos, ser nomeado (mas de preferência, ganhar) para alguma categoria; afinal, estamos vivendo um tempo onde os jogos valem mais pelos seus gráficos do que pela sua história/enredo, e Life is Strange chegou justamente, para quebrar essa mesmice e espero que futuramente, possam vir mais jogos com uma boa história e não seja somente gráficos exuberantes.