sábado, 3 de outubro de 2015

Faith, a Super Heroína Plus-Size

A diversidade tem sido uma bem-vinda “nova” fonte para criadores e editoras que veem na identificação com um público mais amplo algo mais do que apenas mais um nicho comercial. As grandes Marvel Comics DC Comics vêm flertando com diferentes versões de seus personagens, e agora a Valiant lança a primeira super-heroína “plus size” no mercado mainstream de quadrinhos: Faith Herbert, ou Zephyr, personagem que pode voar e levantar objetos, acaba de ganhar uma minissérie a  ser publicada partir de janeiro de 2016.

A Valiant Entertainment anunciou Faith, uma minisssérie em quatro edições com roteiros de Jody Houser (Orphan Black) e arte de Francis Portela (Legião dos Super-Heróis, Pantera Negra) e Marguerite Sauvage (DC Comics Bombshells). A revista traz para os holofotes um dos personagens mais queridos da editora desde o seu relançamento, em 2011: Faith Herbert, uma psíquica que também pode voar e atende pelo codinome Zephyr.  Seu desenvolvimento começou sua história nas páginas de Harbinger e, agora, ela terá uma jornada dupla, de combate ao crime e como repórter. A arte regular será de Portela, com Sauvage desenhando as cenas de fantasias internas e sonhos da personagem.
Faith já havia aparecido no título “Harbinger” e tem um papel importante no universo da Valiant. Antenada com a tecnologia e espirituosa, a personagem faz sucesso com o público feminino e nada mais justo que uma série sobre uma heroína tão “gente-como-a-gente” quanto o Homem-Aranha


Em entrevista exclusiva ao CBR , finalmente, Jody Houser ainda falou sobre o que, para ela, torna a personagem tão querida do público da Valiant:
Eu acho que os fãs de quadrinhos sempre curtem ver uma companheira geek colocando-se à frente no papel de heroína, mas para além disso, a confiança e otimismo da Faith são coisas que fazem ela destacar-se, para mim. Ela é uma mulher plus-size que ama ficção científica e fantasia, gosta de sexo e é 100% confortável com isso. Ela tem uma ideia muito clara do que uma heroína deveria ser e está perfeitamente bem se desviando das pessoas cujas ações tentam contra-atacar isso. Vocês poderiam dizer que a Faith já tem um forte senso de quem ela é; a história real é somente ver o quanto ela pode realizar e crescer.